Desde a sua primeira assembleia, em 1950, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove anualmente, no dia 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde, sempre com um tema relevante diferente – em 2016, o foco é o combate ao diabetes.

O que é o diabetes?

O diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.

A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue – o corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.

Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina ou não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto – a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

A epidemia da doença

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, a doença é responsável por 14,5% do total de mortes por ano no mundo – em 2015, foram 5 milhões de mortos por causa da doença, muito mais do que AIDS, Ebola, H1N1, Dengue várias outras doenças junto.

Ainda segundo a associação de combate ao diabetes, apenas em 2015 foram cerca de 415 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença – tanto do tipo 1 quanto do tipo 2.

No Brasil, quarto país em número de diabéticos, com 14,3 milhões de pessoas (mais outros cerca de 10 milhões com pré-diabetes), o número aumenta cerca de 4% por ano. Isso significa que, a cada ano, 600 mil pessoas são diagnosticadas com a doença.

Diagnóstico e controle

Como é uma doença “silenciosa”, é importante ficar atento a sintomas como sede e fome excessivas, fraqueza, cansaço, vontade frequente de fazer xixi, perda de peso, formigamento das extremidades, entre outros, e procurar um médico caso eles persistam, pois o diagnóstico cedo é essencial.

Quando diagnosticado cedo, o diabetes pode ser controlado e é possível viver com ele sem maiores complicações.

Além disso, também é possível evitar o surgimento da doença com alguns hábitos simples.

Como evitar o diabetes

– Evite alimentos com alto índice glicêmico

Alimentos com alto índice glicêmico aumentam a glicemia rapidamente. Esse aumento de açúcar no sangue pode levar a resistência à insulina. Entre os alimentos a serem evitados, estão pão branco, macarrão, todos os doces e refrigerantes, e alguns outros – veja os principais clicando aqui.

– Faça seis refeições por dia

Comer de três em três horas é fundamental para evitar uma glicemia baixa por muito tempo e também os picos de glicemia, que causam resistência à insulina.

– Consuma alimentos antioxidantes

Os alimentos antioxidantes ajudam a combater os radicais livres e favorecem o bom funcionamento do organismo de um modo geral. Saiba mais sobre esses alimentos clicando aqui.

– Faça atividades físicas

A prática de atividade física influencia na liberação de insulina, hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue, e ainda melhora o funcionamento da substância no organismo.

– Pare de fumar

As células de quem fuma têm uma dificuldade muito maior em absorver glicose, provocando resistência a insulina e, eventualmente, causando a diabetes.

Dicas de alimentação para quem tem diabetes

Não adianta só cortar os carboidratos

A ideia de que um diabético nunca mais vai comer carboidratos na vida é um mito.

Assim como qualquer pessoa, os diabéticos também precisam de energia – e o carboidrato é a principal fonte.

Mesmo com dificuldade natural de usar este macronutriente como fonte de energia, o diabético ainda precisa dele – por isso, especialmente na diabetes tipo 1, o uso de insulina é indispensável e vai garantir o aproveitamento do carboidrato pelo organismo.

É claro que a preocupação com a dieta deve ser maior entre os diabéticos, e o consumo de carboidratos deve ser controlado.

Mas dietas que restringem completamente a substância não são saudáveis e devem ser evitadas.

Fibras ajudam no controle da glicemia

O aumento do nível de glicose no sangue – a chamada hiperglicemia – é uma das situações com a qual os diabéticos precisam aprender a conviver – e, mais importante, a evitar.

Uma das formas de controlar o aumento de glicose no sangue é aumentar o consumo de fibras, que atuam no controle da absorção do açúcar pelo organismo.

Alimentos de origem vegetal – frutas, verduras, legumes, hortaliças, sementes e cereais integrais – são ricos nesta substância.

Equilibre refeições e aplicação da insulina

O diabetes tipo 1, também chamado “diabetes insulino-dependente”, exige a aplicação diária de insulina, a fim de manter o nível de glicemia controlado.

Para quem sofre deste tipo de diabetes, é preciso adaptar o horário de aplicação do hormônio com as refeições.

A insulina tem um horário específico de ação, marcado também por um pico de captação de glicose, que é quando e o paciente deve se alimentar.

Aprendendo a regular a alimentação com a ação da insulina, os quadros de hiper e hipoglicemia serão cada vez mais raros.

Por conta da insulina, o organismo vai captar a glicose presente no sangue e sem glicose no sangue você pode ter um quadro de hipoglicemia

Jejum é proibido

Ficar sem se alimentar, para um paciente com diabetes, só pode resultar em chances elevadíssimas de apresentar quadros graves de hipoglicemia ao longo do dia.

O jejum pode diminuir consideravelmente os níveis de glicose no sangue, especialmente quando o paciente continua aplicando a insulina – podendo até mesmo levar a quadros graves de coma e morte.

Ficar sem comer para o diabético, portanto, é uma conduta absolutamente proibida.

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